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Nossas Protagonistas Favoritas do Cinema de Terror

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, decidimos aproveitar o mês de março para celebrar mulheres incríveis que ajudam a movimentar esse gênero que tanto amamos. E para a lista de hoje, nossa equipe se reuniu na tentativa de comentar sobre algumas das nossas protagonistas favoritas do cinema de terror, que apesar de serem personagens ficcionais, nos demonstram a força, inteligência e independência que uma mulher consegue alcançar, mesmo em condições completamente desfavoráveis.

Noiva do Monstro

Por Tati Regis



A Noiva de Frankenstein é um filme de 1935 dirigido por James Whale e é a sequência direta do Frankenstein de 1931, onde Henry Frankenstein, coagido por seu antigo mentor, o doutor Pretorius, que estava decidido a não mais criar vidas, volta às atividades com a finalidade de criar uma companheira para o Monstro que, por se sentir só e único, também sente falta e a necessidade de ter alguém como ele. Aqui, temos a volta do Boris Karloff como o Monstro e Elsa Lanchester interpretando dois papéis: Mary Shelley e a criatura Noiva do Monstro.


Mas porquê escolher uma personagem que só aparece em 20 minutos de filme como representatividade feminina? A resposta é simples e um dos motivos é por ela não aceitar seu destino. Ser revivida para ser de alguém? E aí ela mostra toda sua indignação e repulsa em servir de objeto para o Monstro ou para qualquer homem. Além disso, A Noiva é uma das primeiras grandes personagens femininas do cinema de gênero se tornando ícone não só por sua aparência, e sim também por representar o pensamento livre, isso ainda em 1935. Tem como não amar?

Ellen Ripley

Por Isabela Picolo



Em Alien, uma tripulação que está voltando para a Terra, recebe um pedido de socorro e vai até o local tentar descobrir o que aconteceu. Eles acabam sendo surpreendidos por uma criatura ameaçadora que desafia a todos.


Todo mundo conhece o filme Alien. Pode não ser o seu filme favorito, mas há uma grande possibilidade da Ellen Ripley ser a pessoa mais lembrada quando o tema é final girl e mulheres fortes. Em uma coisa acho que a maioria concorda: ela é uma das personagens mais inteligentes e sensatas, principalmente quando lembramos de inúmeras atitudes burras que já vimos em filmes de terror. A mensagem de Alien fica ainda mais poderosa devido aos fatos que estamos vivenciando em 1 ano de pandemia.

Sidney Prescott

Por Allan Azevedo



Pânico (1996), do diretor Wes Craven, foi responsável por reinventar o terror slasher nos cinemas apresentando o gênero para uma nova geração. O filme brinca o tempo todo com conhecidos clichês e inovou ao colocar a final girl no papel de protagonista. Sempre sobra para ela encarar o vilão no final e dar um jeito nas coisas.


O filme merece destaque por inaugurar uma nova era nos filmes de terror, onde a mulher não precisa de ninguém para salvá-la no final. Isso faz de Sidney Prescott (Neve Campbell) um símbolo da personagem forte que queremos ver nas telas. A história é contada do ponto de vista dela e não tendo ela como a princesa que estava ali para ser salva.

Thomasin

Por Monique Costa



Em 2015, o diretor Robert Eggers fez sua estreia nos longas metragens com um título que causou grandes emoções e dividiu opiniões. Na trama, acompanhamos uma família cristã que se muda da antiga comunidade em que viviam, devido a divergências religiosas. Mas ao se estabilizarem em um local isolado em condições de escassez, eles precisam lidar com possíveis influências malignas após o desaparecimento do filho recém-nascido.


Tenho minha própria história com A Bruxa, pois ele foi o responsável por trazer de volta o meu amor pelo cinema de gênero, que havia desaparecido com os constantes clichês de assombrações e jump scares. Portanto não é grande surpresa que Thomasin seja minha protagonista favorita, ainda mais devido ao contexto extremamente misógino e acusador no qual está inserida, o que a leva a abraçar toda a feminilidade que tanto a condenam por ter, abandonando uma sociedade que a rejeita e escolhendo viver deliciosamente.

Adelaide/Red

Por Thaís Vieira



Uma família viaja de férias com o intuito de descansar e esquecer dos problemas do dia a dia. No entanto, Adelaide sente que algo não está correto, uma vez que, este mesmo local traz lembranças estranhas de um acontecimento no seu passado longínquo mas ainda assim perturbador. O que acontece a partir daí é spoiler puro mas a premissa pra lá de interessante é da película Us, do gênio Jordan Peele, lançada em 2019.


Falar de Lupita N’yongo é sempre um prazer, mas discorrer sobre suas personagens neste filme é simplesmente maravilhoso já que apesar da semelhança física existe todo um trabalho na dicção e nos trejeitos físicos que tornam as duas personagens singulares e impecáveis em suas respectivas buscas por seu lugar no mundo. Sendo este um dos melhores trabalhos da atriz, e um dos melhores papéis femininos em filmes de terror do diretor que deu a ela todas as camadas e construção possíveis. Principalmente pelo fato complementado pelo plot twist da obra mas pela maneira com que as duas absorvem suas singularidades e as utilizam para se impor em determinados locais de existência. Red é vingativa e sagaz e Adelaide apesar da parente fragilidade dispõe de intensa necessidade de se afirmar enquanto mulher, preta, ocupando um espaço normalmente não ofertado a tais personagens nestes filmes.

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