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Juntos (2025)

  • Foto do escritor: Isabela Picolo
    Isabela Picolo
  • 14 de ago.
  • 2 min de leitura

Para acompanhar sua namorada Millie — com quem ele não tem coragem de assumir algo mais sério — Jim se muda com ela para uma casa em uma cidade do interior, onde ela começa a trabalhar como professora em um colégio pequeno. Durante uma trilha que quase termina em desastre, eles descobrem um local estranho que mudará suas vidas para sempre.


Fazendo um paralelo com o texto já postado, o body horror funciona aqui como metáfora para medos, inseguranças e problemas nos relacionamentos. Em Juntos, o grande horror não é apenas físico: é a perda de identidade e liberdade.


O filme apresenta momentos genuinamente desconfortáveis, que contribuem para o avanço da narrativa e a química entre Dave Franco e Alison Brie funciona bem. O fato de serem um casal na vida real adiciona autenticidade e peso à trama. Quando ele tenta flertar com a comédia, fracassa nesse aspecto com piadas sem graça e fora de hora que deixam o momento anticlimático. 

Aliso Brie e Dave Franco em Together
Together (2025)

A famosa frase “antes só do que mal acompanhado” simplesmente não se aplica em Juntos. O casal vivido por Dave Franco e Alison Brie vive uma co-dependência emocional tão intensa que não consegue se separar, porque, de alguma forma, precisa desesperadamente do outro. Com o avanço da trama, essa ligação deixa de ser apenas emocional e passa a ser física, de maneira literal. A partir desse ponto, eles não podem mais lutar contra isso e só conseguem enfrentar seus problemas quando percebem que o inevitável já os consumiu. Apesar de o filme insistir na ideia de que eles “se completam”, o que se vê é um desequilíbrio claro: um precisa mais do outro, e isso está longe de ser saudável.


Embora o filme apresente muitos elementos e temas possíveis para debate, o único que realmente se sobressai é a relação entre Jim e Millie, que se transforma em horror corporal após a descoberta do local misterioso. O problema é que, ao tentar explicar demais, a narrativa perde força: quer falar sobre muitas coisas e acaba não desenvolvendo nenhuma plenamente. Se tivesse se concentrado apenas na camada de body horror como metáfora para o relacionamento deles, o resultado poderia ser muito mais impactante.


Depois de revelar tudo de maneira tão direta que não sobra espaço para o espectador imaginar ou criar suas próprias teorias, a cena final, em especial, é superexposta beirando ao ridículo. Teria muito mais impacto se apostasse no mistério e na sugestão.


O filme estreia dia 14 de agosto nos cinemas.


Título original: Together

Direção: Michael Shanks (II)

Roteiro: Michael Shanks (II)

Elenco: Dave Franco, Alison Brie, Damon Herriman


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