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Dicas para esse Halloween

Em comemoração ao Halloween, nós do Horrorizadas queremos deixar aqui algumas dicas para você aproveitar essa semana com muitas histórias assustadoras em formato de livros, filmes e séries.

 

Por Isabela

Outubro foi uma grande surpresa em relação a filmes. Separei 3 que saíram para nós aqui no Brasil recentemente.


Deadstream (2022)

Na trama um youtuber muito sem noção, que sempre se desafia a fazer coisas de que tem muito medo, acaba abusando da sorte. Ele acabou sendo cancelado no passado e para recuperar seus patrocinadores, ele se propôs a fazer o maior desafio até agora, pois o que ele tem mais medo nessa vida é de fantasmas. Ele tem que passar a noite em uma casa que supostamente é mal assombrada. Resgatando o terror de Evil Dead e trazendo elementos da atualidade, ele consegue ser uma homenagem e uma crítica ao mesmo tempo. Divertido e assustador!


Sissy (2022)

A influencer Cecillia acaba desenterrando alguns gatilhos do passado quando encontra sua ex-melhor amiga de infância em uma farmácia. Depois de saírem juntas, ela resolve convidar Cecillia para passar uns dias com ela e os amigos em uma casa para a sua despedida de solteira. O que ela não imaginava é que daria de cara com a sua maior bully de infância.

Uma grande surpresa foi Sissy. Quando li que ele era um slasher, dei uma desanimada. Não que eu não goste desse subgênero, mas pensei em como isso poderia inovar. Para a minha alegria, ele conseguiu contornar um possível problema em acabar sendo ‘mais do mesmo’. Por isso e por outras coisas que conseguem dialogar com nossa atualidade e ter uma grande força na questão de representatividade , recomendo muito. As mortes são muito boas também!


House of Darkness (2022)

Talvez de todos que eu falei, esse seja o menos surpreendente e de ritmo mais lento, mas que me ganhou pela maneira que a história vai se esticando. Os diálogos foram me prendendo e aos poucos fui percebendo a situação, mas é difícil prever exatamente o que acontece no final. Nessa trama Justin Long se mete em uma enrascada novamente. Quem conhece o histórico do ator no terror sabe bem do que eu estou falando. Ele interpreta um cara bem babaca que conhece uma mulher em um bar. Ele aceita dar carona para ela até sua casa. O filme começa nesse ponto, quando eles chegam até lá. Despretensiosamente ela o convida para entrar e ele aceita.

 

Videophobia (2019)

Por Tati

Um medo moderno e o abuso de uma jovem mulher. Isso é basicamente o que constrói Videophobia, horror japonês dirigido por Daisuke Miyazaki. Nele, seguimos a jornada de Ai, que se envolve numa relação casual com um rapaz que conheceu numa festa, fizeram sexo no apartamento dele e dias depois ela descobre que essa relação foi gravada e publicada na internet sem o seu consentimento. É a partir daí que tem início sequências de paranóias, medos, ansiedade e angústia.


Videophobia trabalha com o medo que obviamente não atinge a todos os públicos, mas quem é mulher nesta sociedade moderna, com certeza sentirá o impacto desse medo evocado. A forma que Miyazaki escolhe retratar essa jornada, é bastante singular a começar pela estética preto e branco, passando pela ambientação soturna de Osaka e o desenvolvimento lento, porém bastante angustiante. Ai (Tomona Hirota) é uma jovem coreana-japonesa que foi morar em Tóquio em busca de ser atriz, mas a frustração a fez voltar para Osaka onde divide a casa em Koreatown com mais algumas mulheres. Sua rotina é passar as manhãs em um emprego onde se fantasia de mascote e entrega panfletos na rua. À tarde frequenta aulas de atuação e a noite se diverte à sua maneira em boates ou fazendo sexo virtual. É numa dessas noites que ela conhece o rapaz que vaza seu vídeo para um site pornô e dá-se o início a sua terrível saga de ter tido sua privacidade roubada. Nesse ponto, o filme parece se assemelhar a milhares de casos de abuso. Assim como muitos casos, Ai também convive com o medo de enfrentar seu algoz e da impotência quando se busca apoio da lei.


Videophobia tem subtextos não tão aparentes que o tornam ainda mais uma obra deveras atrativa, como abordagem sobre a objetificação do olhar bastante interessante no contexto da crítica social que Miyazaki propõe, as questões de identidade de como as pessoas nos enxergam e de como nos percebemos de fato. Além disso tudo, o mais interessante a se perceber, para mim, nessa obra, é o sentimento nítido de desconexão na jovem Ai e de como isso afeta suas relações e sua posição no mundo. Miyazaki nesses pontos se utiliza de uma atmosfera fantasiosa de estranheza e até surrealista que vai culminar perfeitamente com o impacto que é o ato final do filme. Videophobia está disponível na plataforma FILMICCA.

 

Por Amanda

Minhas indicações para esse Halloween tem livro, filme clássico e série nova. As escolhas desse "Ghostober" vieram bem ecléticas!


Livro Ed & Lorraine Warren - Demonologistas – Arquivos Sobrenaturais escrito por Gerald Brittle

Pode ser um pouco clichê falar sobre o casal Warren, mas todo mundo tem que dar o braço a torcer de que eles são grandes ícones do sobrenatural. Confesso que sou muito fã não só de todo o conteúdo que pode ser produzido em torno deles, como do trabalho de uma vida toda dedicada a ajudar pessoas com o oculto.

Casos como Amityville, Anabelle e Invocação do Mal não são apenas roteiros, mas relatos reais vividos por Ed e Lorraine.

O autor teve acesso exclusivo diretamente da Sra° Warren aos principais casos, entregando uma obra totalmente exclusiva sobre os exorcistas mais famosos do mundo.

Engana-se quem pensa que esse livro é mais do mesmo que já foi explorado pelo cinema. A obra te faz compreender como tudo começou, mostra o lado humano de todos os envolvidos e te faz criar ainda mais afeto pelos Warren (claro que também tem muito detalhe exclusivo sobre os casos). Com certeza um livro que vale a pena ter na estante, pelo menos para quem gosta de casos sobrenaturais. Você também encontra ele em e-book ou PDF.


Labirinto - A Magia do Tempo (1986)

Meu filme preferido por diversos contextos é um clássico que menos pessoas do que eu gostaria conhecem. Antes de mostrar a sinopse preciso dizer que um dos protagonistas é ninguém mais ninguém menos que: David Bowie.

Além da interpretação, ele foi um dos responsáveis pela trilha sonora e contou com um time de peso nesse projeto. O diretor Jim Henson é o criador dos Muppets e a produção executiva foi do George Lucas, o criador de Star Wars.

Sinopse: Frustrada por ter de cuidar do irmão caçula enquanto seus pais estão fora, a adolescente Sarah sonha em se livrar da criança, que não para de chorar. Atendendo seu pedido, o Rei dos Duendes, personagem de um dos livros de Sarah, ganha vida e sequestra o bebê. Arrependida, a menina terá de enfrentar um labirinto e resgatar o irmão antes da meia-noite para evitar que ele seja transformado em um duende.


Enquanto as pessoas sonhavam em conhecer um príncipe encantado a Amanda criança aqui queria mesmo era dançar a música do baile com Jared, o Rei dos Duendes. O filme é de fantasia mas como eu assisto desde os anos 90 confesso que deixei minha irmã mais nova ter alguns pesadelos dizendo que ia entregá-la para os duendes.


Algumas especulações dizem que esse clássico ganhará uma continuação, e graças ao streaming do HBO MAX ele está disponível para você dar play, mesmo que os efeitos sejam de 1986.


Bem-vindos à vizinhança (2022)

Mais uma série do Ryan Murphy sobre True crime pra vocês. Já adianto que não tem nada a ver com a série do Dahmer mas também está disponível na Netflix.

Com esse nome simpático você nem imagina que virão 7 episódios de puro terror psicológico, aflição e agonia, principalmente quando começa com "Baseado em fatos reais".


Sinopse: Cartas sinistras. Vizinhos estranhos. Ameaças obscuras. Uma família se muda para sua casa dos sonhos, mas logo descobre que herdou um pesadelo.


A família que inspirou a série já disse que não vai assistir e que o trailer foi suficiente para lembrar de toda a situação traumatizante.

Para incentivar mais ainda vocês a verem (ou não) uma pesquisa feita pelo site Happy Beds, junto com a psicóloga do sono Dra. Katherine Hall, explica que a série teve muitos relatos de espectadores com dificuldades para dormir e ansiedade noturna pelo medo gerado no pós série. Depois de assistir pensei: Ainda bem que moro em um prédio. Mas vale a aflição, ok? A série vai de 0 a 100 em todos os episódios e tem a incrível Mia Farrow de “O Bebê de Rosemary" no elenco.

 

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